Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio é uma obra escrita por Nicolau Maquiavel em 1517, publicada postumamente em 1531. Tito Lívio foi um filósofo e escritor que cresceu em meio às guerras civis que assolavam a Itália na época de Júlio César. Dedicou seus últimos quarenta anos de vida à obra “Desde a fundação da cidade”, que consiste em uma narrativa da história de Roma, dividida em 142 livros, dos quais 35 são conhecidos. O tamanho e abrangência da obra tornaram “Desde a fundação da cidade” um clássico que influenciou grandes personagens históricos, entre eles, Alexis de Tocqueville, Montesquieu e Maquiavel.

Em Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Nicolau estimula o debate sobre o conceito de liberdade e virtude cívica. Segundo Maquiavel, há uma necessidade de confiar ao povo a preservação da liberdade para garantir a participação deste na vida pública. Para que o povo funcione como guardião de seu território, o julgamento de uma cidade, em última instância, deve ser do próprio povo. É necessário ter sempre muitos juízes, pois poucos juízes tendem a julgar a favor da minoria. Não há cidade forte sem povo, mas também não há cidade livre sem participação da maioria na vida política da cidade. Maquiavel, contudo, ressalva que a participação popular traz consequências. Levar o público a intenções e desejos que não são consensuais (como acontece na maior parte das vezes) pode resultar em conflitos políticos. Uma das maiores contribuições de Maquiavel às formulações de teóricos posteriores foi a intensa participação do povo nos negócios da cidade. Nicolau se destacou por refletir a respeito dos possíveis choques que essa participação poderia causar, diferentemente dos humanistas cívicos que haviam elaborado suas teses até então. São ideias novas como essa que fazem Maquiavel se destacar tanto como político revolucionário.

Resumindo Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio

Podemos resumir a ideia da obra Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio destacando que Maquiavel se compara aos grandes navegadores, afirmando estar consciente dos riscos que estaria correndo ao percorrer novos caminhos na esfera do pensamento político.

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