A Arte da Guerra – Maquiavel

Sete livros compõem a obra A arte da Guerra – Maquiavel. O primeiro e segundo livros falam sobre a instituição militar e a vida civil. O terceiro, quarto, quinto e sexto livros mostram como um exército é organizado para a luta, mencionado a ordem de batalha, o combate e a artilharia. Já o sétimo livro mostra as regras gerais e as conclusões de Maquiavel sobre a guerra.

A Arte da guerra foi escrito entre 1519 e 1520, num período em que a Itália necessitava de um forte líder militar e político que conseguisse criar um Estado unificado no norte do país, para eliminar as forças estrangeiras do território italiano. Maquiavel institui conceitos novos, que até então não existiam na guerra medieval, como a organização do exército, a hierarquia de comando, a formação de soldados, o Estado-Maior e os códigos de leis militares. A seguinte frase ilustra bem o princípio do livro: “minha intenção decerto não foi mostrar-vos como a antiga milícia era organizada, mas como em nossos dias se poderia ordenar uma milícia com mais virtù do que as de hoje“.

Virtù foi um conceito introduzido por Maquiavel que retratava a importância de os soldados serem nacionalistas e não mercenários.

A preocupação de Nicolau Maquiavel sobre as invasões estrangerias é reinterada diversas vezes em sua obra. O escritor defende sua posição: julgando eu, pelo que vi e li, que não é impossível reconduzi-la aos antigos modos e desenvolver-lhe alguma forma da antiga virtù, deliberei, para não passar este meu tempo de ócio sem fazer coisa alguma, escrever o que entendo sobre a arte da guerra, para satisfação dos amantes das antigas ações“.

Nicolau afirma que o poder só se mantém com um Estado armado, apresentando a arte de manter-se no poder por meio de embates militares. A análise parte da organização militar das forças romanas, suíças, francesas e alemãs. Ele mostra o que seria um exército ideal, descrevendo detalhadamente regras e organizações de batalha.

Diferenças entre os livros de Sun Tzu e Nicolau Maquiavel – A arte da guerra

A principal diferença do famoso livro “A Arte da Guerra” (Sun Tzu) para o homônimo de Maquiavel está no discurso de pureza e amizade de Sun Tzu contrastando com a crueldade inerente da visão de Maquiavel. O livro de Tzu é muito lido por empresários e executivos modernos devido a seus sábios conselhos sobre administração de batalhas, que são adaptáveis à concorrência de mercado. O valor histórico de ambas as obras citadas é inestimável, apesar de Maquiavel ter ficado mais famoso pela obra “O Príncipe” do que pela autoria de “A Arte da Guerra”.

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